O Brasil já foi um País sobre trilhos. No fim da Segunda Guerra Mundial, as ferrovias intermunicipais e interestaduais transportavam 70 milhões de passageiros por ano, sem contar os trens urbanos. Naquela época, o serviço era feito por 43 operadoras, que iam desde Central do Brasil (RJ) e Companhia Paulista de Estradas de Ferro (SP) até as remotas Nazaré (BA) e Itabapoana (ES), destaca Gerson Toller, especialista no setor. O número de passageiros chegou ao pico de 100 milhões em 1960 - próximo do número que hoje é transportado pelos ônibus em todo País, de 133 milhões.
Alto custo leva operadoras em todo o mundo à busca de recursos na bolsa; IPO brasileiro pode vir em 8 anos
São Paulo - Nos mercados, as ações do setor de transporte são vistas como os canários das minas de carvão: detectam primeiro qualquer anormalidade no ar das escavações, salvando vidas. Quando a economia vai bem, o setor é o primeiro a reagir e sustentar o crescimento do resto. Se algo cheira mal, é o transporte, mais sensível, o primeiro a saber. No caso dos trens de alta velocidade, ou trem-bala, a correlação também é célere.
Para atrair os interessados no Trem de Alta Velocidade (TAV), o governo brasileiro aceitou flexibilizar algumas exigências no que diz respeito à transferência tecnológica. Uma das grandes mudanças é que agora a transmissão dos conhecimentos do concessionário ficará centrada no material rodante, nos sistemas de eletrificação, de controle da rede de trens e nos projetos integrados de engenharia.
BRASÍLIA - O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou que o critério de desempate na definição do vencedor do trem de alta velocidade (trem-bala) que ligará Rio, São Paulo e Campinas, não favorecerá o consórcio internacional formado por grupos japoneses.
De acordo com o edital, se houver empate entre os grupos concorrentes no lance da menor tarifa, o critério de desempate será o maior tempo de operação comercial da tecnologia.
Vencedor da concorrência pública será o que oferecer menor valor para a tarifa-teto em leilão da Bolsa de Valores de São Paulo. Propostas serão entregues em 29 de novembro
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinará hoje a mensagem do projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso Nacional para a criação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (Etav), estatal que será responsável pela absorção da tecnologia empregada pelo consórcio vencedor e fiscalização da execução projeto do trem de alta velocidade (TAV). Além disso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) irá lançar o edital para a disputa do leilão.
O Salão Nobre da Associação Comercial dos Varejistas recebeu, na noite da última terça-feira, o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, que palestrou sobre o papel da Ferrosul na integração ferroviária da região sul e a sua conexão com a malha de outras regiões do Brasil e de países vizinhos. O evento reuniu autoridades políticas, militares, civis, comerciantes e empresariado local em uma reunião-jantar.
Um contrato de transporte de cargas assinado entre a Usiminas e a Vale vai retirar diariamente da BR-381, no trecho entre Ipatinga e São Paulo, pelo menos 70 caminhões, o que representaria 2.100 por mês. O acordo entre a siderúrgica e a mineradora entra em vigor em 2011. Com a decisão, parte da produção de aço da Usiminas deixará de ser levada por rodovia, para chegar à Grande São Paulo de trem, por meia da Ferrovia Centro Atlântica, operada pela Vale.
A União Internacional das Ferrovias (UIC) e o Ministério de Ferrovias (MOR) da República Popular da China estão organizando o 7.º Congresso Mundial de Ferrovias de Alta Velocidade, a UIC HIGHSPEED 2010, a ser realizada de 07 a 09 de dezembro, em Pequim, sob o tema "Ferrovia de Alta Velocidade liderando transportes mais ecológicos".
BRASÍLIA - O financiamento do consórcio que irá construir e operar o Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas irá prever cláusulas que compensarão a baixa demanda de passageiros nos primeiros 10 anos da concessão.
De acordo com o superintendente de Estruturação de Projetos do BNDES, Henrique Pinto, o risco será do empreendedor, mas o contrato de financiamento prevê duas revisões das cláusulas - no 5º ano e no 10º ano, caso o movimento não seja o esperado.