Vila histórica relembra o passado
Localizada às margens dos trilhos da Madeira-Mamoré, com uma belíssima vista do rio Madeira e acesso pela estrada de Santo Antônia, a vila Candelária preserva parte da história de Porto Velho. Grande parte de seus moradores são filhos de ferroviários ou pertencem às famílias mais antigas da cidade. A vila fica nas proximidades do Cemitério da Candelária, onde foram enterrados trabalhadores da ferrovia. Além de ser um sítio histórico, o lugarejo criou fama de oferecer comida regional, que começou com o peixe moqueado assado na brasa enrolado na folha da bananeira - feito pelo seu Manoel de Brito (já falecido). A vila também conta com o barracão do Rai, onde é servida uma caldeirada especial e outros pratos da genuína cozinha porto-velhense.
A história da Vila Candelária está relacionada com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Filho de Manoel de Brito, Arnaldo Brito, 54 anos, conta que a vila original contava com 10 casas, onde viviam os ferroviários. As construções são do final da década de 50. A vila foi ampliada a partir de 1972 quando o trem foi desativado e outros moradores passaram a ocupar o local.
A família de Brito chegou na Candelária em 1968. O patriarca, paraibano Manuel Brito, chegou em Porto Velho em 1944 como soldado da borracha e em 1953 passou a trabalhar na linha de ferro. A vila era a primeira parada do trem depois de sair da estação de passageiros, no centro da cidade.
Diário da Amazônia | 24/01/2011
http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=News&id=7905

Comentários
Comentar