Projeto quer tirar Guajará da letargia

Antiga estação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em obras

Na fronteira do Brasil com a Bolívia está o município que deve inspirar novas diretrizes para todos os 52 cantos de Rondônia. Aos 81 anos, Guajará-Mirim, que, junto com Porto Velho nasceu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, é o principal desafio do governo do Estado, que projeta na região a oportunidade de garantir políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável que servirá de modelo. A reportagem do Diário da Amazônia foi à Guajará-Mirim saber como os guajaramirenses veem este novo olhar à região, que nos últimos anos amargou o ostracismo.

Às vésperas de inaugurar uma ponte binacional que liga os dois países, e ser área de influência da rodovia Interoceânica, Guajará-Mirim, com acesso pela BR-425, pode também receber duas usinas hidrelétricas, uma Ribeirão e outra binacional de Cachoeira Esperança, que estão em fase de estudo. A realidade do município é apenas de projeção de desenvolvimento, mas com receio de ser apenas expectador deste processo. Com uma população de mais de 40 mil habitantes, e detentora do nono maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) do Estado, segundo dados de 2000, a cidade tem problemas com educação, lazer e turismo, além de um comércio estagnado e uma saúde sufocada pelas demandas das adjacências como Nova Mamoré e da Bolívia.

Pacata e com pouca infraestrutura turística, Guajará é vista pelos moradores, em sua maioria tradicional na região, como um lugar tranquilo para se viver, mas que carece de políticas públicas específicas para a região para se desenvolver econômico e socialmente. Integrar preservação ambiental e desenvolvimento econômico é a necessidade da região, que com 93% de área destinada a unidades de conservação, recebeu o título de Cidade Verde outorgado pelo Instituto Ambiental Biosfera. “Temos tantas reservas e não houve um retorno disso para o município, não teve um desenvolvimento na região”, argumenta o prefeito Atalíbio Pegorini, um paranaense que vive em Guajará há 30 anos.

29/01/2011

http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=News&id=8042

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