Em nota, Ministério diz que pediu informações técnicas

Em nota enviada à redação, o Ministério das Cidades disse que solicitou ao governo de Mato Grosso, em nome do presidente da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa), Éder Moraes, informações técnicas que fundamentaram a decisão de alterar o sistema de transporte para a Copa do Mundo de 2014 de Bus Rapid Transit (BRT) para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 

A assessoria argumenta também que a escolha pelo modal de transporte ideal é de competência dos estados e municípios, podendo o governo Federal decidir pelo apoio ou não ao empreendimento proposto, de acordo com a análise técnica, não podendo a União cancelar a escolha pelo VLT. 

Quanto aos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento para a Copa (PAC COPA), o Ministério diz que no que se refere aos projetos apresentados por Cuiabá, não se tratam de três corredores de BRT, mas de dois BRTs que somam 23km, que foram, agora, substituídos pelo VLT, e um corredor de ônibus de 10km. 

Este corredor de ônibus, denominado de Mário Andreazza, não será afetado pela decisão de substituir o BRT pelo VLT, tendo, inclusive, suas obras já iniciadas, conforme lembrou a assessoria. Portanto, o contrato com a Caixa Econômica Federal continua vigente. 

O Ministério ressaltou também que a cidade de Cuiabá não perdeu o financiamento com a Caixa dos recursos referentes ao BRT. Há, sim, esta possibilidade, que dependerá da decisão superior do governo Federal, uma vez que a decisão do Governo Estadual é diferente do compromisso assumido perante a União, assinado em Matriz de Responsabilidades no dia 13 de janeiro de 2010. 

Ontem o Diário publicou uma reportagem dizendo que o Ministério notificou a Agecopa para explicar a mudança do modal de transporte, mas o Ministério alegou que apenas solicitou informações. 

Na semana passada, o portal UOL publicou reportagem apontando o peso do lobby na escolha do VLT como modal de transporte do projeto de mobilidade urbana para Cuiabá e Várzea Grande. 

Segundo a reportagem, o estudo defendendo o VLT, feito pela empresa TTrans, de São Paulo, que fornece sistemas metroviários de energia, controle e material rodante, possui dez páginas tamanho A-4 e nenhuma referência à realidade específica de Cuiabá, metodologia de cálculos ou contexto econômico. 

Já o estudo do BRT contém centena de páginas e se aprofunda nas questões urbanísticas e econômicas da capital mato-grossense, o que foi confirmado pela assessoria do ministério.

Diário de Cuiabá | 13 Jul. 2011

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=395856

Comentários

Comentar