Mobilizações podem afetar metrô e rede de ensino local
Os metroviários se reúnem, na quarta-feira, para avaliarem as negociações com a direção do Metrô-DF. Cidade corre o risco de ter nova paralisação
Paralisação realizada na semana retrasada prejudicou 160 mil usuários do Metrô-DF
O transporte urbano na capital federal também pode sofrer com as paralisações previstas para esta semana. Os metroviários se reúnem na quarta-feira para avaliar as negociações com a Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) e decidir pelo retorno do movimento paredista. E a expectativa é a de que os trabalhadores aprovem a continuidade da greve por não terem avançado nas últimas negociações. Na semana retrasada, apenas 30% do sistema foi mantido por quatro dias, prejudicando 160 mil usuários.
O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô), Israel Almeida Pereira, disse ao jornal Coletivo que o movimento completa dois meses e até hoje a categoria não recebeu propostas oficiais. “Hoje à tarde, nós nos reuniremos no Ministério Público do Trabalho para receber as propostas do governo formalmente”. Pereira criticou a atual gestão do governo, devido à negociação com os trabalhadores. “A categoria ainda não sentiu diferenças entre a atual gestão e as anteriores. Estamos sofrendo com essa disparidade há muitos anos e nada tem sido feito no sentido de tornar a categoria igual a outros servidores”.
Também insatisfeitos com a proposta financeira apresentada na semana passada pelo GDF, os professores realizam hoje e amanhã assembleias regionais e uma geral está agendada para a próxima quinta-feira (31), juntamente com uma paralisação das atividades do dia, às 9h30, no estacionamento do Mané Garrincha. Em nota, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) informou que as negociações com o GDF não atendem à expectativa da categoria.
“O governo, mesmo ciente de nossa pauta antes mesmo de tomar posse, fez uma proposta muito aquém dos 13,83% reivindicados. Ele precisa ter sensibilidade, valorizar a educação pública e tratá-la com o respeito que merece”, informou o Sinpro-DF, por meio de nota. (Colaborou Fábio Magalhães).
Jornal Coletivo | 28 Mar. 2011

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