Metroviários ameaçam cruzar os braços na segunda

Sistema metroviário pode ter capacidade reduzida em 70%
a partir da próxima semana, deixando a população sem transporte
Geilson Lima
Direção da companhia informou que está com negociações abertas e que pretende evitar uma paralisação do sistema
A população do Distrito Federal pode ficar sem metrô a partir da próxima segunda-feira (14). Uma assembleia geral está agendada para domingo (13), às 20h, na Praça do Relógio, em Taguatinga, para definir o cronograma da greve por tempo indeterminado e o regime de funcionamento de 30% para cumprimento da lei de greve. Entre os itens da pauta de reivindicações estão 50% da gratificação salarial, nova negociação da data base que vence em 1º de abril e garante benefícios como auxílio alimentação e creche, indenização de transporte e ressarcimento de plano de saúde.
Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (Sindmetrô), a pauta de reivindicações foi entregue à companhia em 28 de janeiro último. Teria sido formada, então uma comissão para negociação com a categoria, que realizou a primeira reunião com o Sindmetrô em 18 de fevereiro. Uma segunda reunião foi marcada para para 25 de fevereiro, mas, de acordo com as informações da entidade, o encontro foi cancelado no dia anterior. Na última reunião, realizada na sexta-feira passada, representantes da companhia teriam informado que “não tinha autorização do GDF para negociar qualquer cláusula da pauta”.
A assessoria da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) informou, à reportagem do Coletivo, que ficou “perplexa com a decisão” da entidade sindical, uma vez que as negociações estão abertas. “Há um canal de negociação aberto e estamos a 20 dias da data base (1º de abril)”, afirmou a assessoria, adiantando que existe a expectativa de que uma nova reunião seja realizada entre o Sindmetrô e a comissão, até amanhã, e que uma possível paralisação do sistema seja evitada.
Redação Mais Comunidade 10/03/2011 às 11:56

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