Metroviários estão de braços cruzados

Paralisação foi decidida após retrocesso nas negociações

Os usuários do metrô enfrentarão transtornos a partir de hoje. A categoria dos metroviários anunciou ontem à noite o início oficial do período de greve, que deve se estender por tempo indeterminado. Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (SindiMetrô), Israel Almeida Pereira, a paralisação foi confirmada após os empresários do setor voltarem atrás nas negociações e retirar alguns itens da pauta. A manutenção de 30% dos trens e dos servidores que prestam o serviço, no entanto, será obedecida - segundo o sindicalista - conforme determina a Constituição Federal.

De acordo com o coordenador do SindiMetrô, três reivindicações da categoria – redução da jornada de trabalho dos pilotos para 30 horas semanais; convocação do cadastro reserva de servidores aprovados no último concurso público; e realização de novo processo seletivo para ampliação do quadro de funcionários – foram excluídas da pauta de negociações na última segunda-feira. “Nossa suspensão foi motivada pelas negociações, que não avançaram em certos pontos porque as empresa voltaram atrás em alguns itens da pauta. A paralisação havia sido decretada na quarta-feira passada, com previsão de início nessa segunda-feira. Mas como surgiram dúvidas durante a negociação nós suspendemos a greve para hoje”, explicou. Pereira informou que para aceitar a redução da jornada de trabalho dos pilotos de metrô para 30 horas semanais, os empresários do setor sugeriram redução salarial de 25% para os servidores. “Isso é insustentável. A partir de hoje entramos em greve, e nós queremos nos reunir com os representantes legítimos da empresa para ratificar os nossos compromissos e para que a empresa não volte atrás no que foi acordado”, disse o coordenador do SindiMetrô, lembrando que o serviço será prejudicado pela greve, mas não interrompido. “O transtorno é iminente. Porém, no estado de greve, a população deve se preparar para utilizar outros meios de transporte. Nós garantimos apenas a continuidade do serviço, e quem comparecer às estações poderá embarcar e será transportado”, concluiu.

20/10/2010 | Tribuna do Brasil

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