Grupo chinês fará a nova ferrovia de Moatize a Beira, em Moçambique

Uma nova ferrovia de Moatize ao porto da Beira é necessária dentro de prazo relativamente curto, devido às limitações da estrada de ferro (recuperada) atual, perante o volume de reservas de carvão mineral e a grandeza dos investimentos em andamento ou em projeto para abertura de novas minerações.

Daí a importância do registro da notícia a seguir, do jornal O País, (infelizmente através de fonte indireta), sobre a construção da nova ferrovia por um grupo chinês.

O artigo na sequência, de Abril 2011 (do MacauHub, infelizmente também por via indireta) ajuda a entender melhor a relação entre os projetos de mineração de carvão (entre outros) e a infraestrutura ferroviária, em especial neste trecho:

Os trabalhos de engenharia para reabilitar a linha estarão atrasadas um ano em relação ao calendário previsto, e “as autoridades estão evidentemente a preparar terreno para rescindir o contrato tão rápido quanto possível”, refere a EIU.

Este não é o único contrato que deixa insatisfeita a CFM, que se mostra interessada em “reassumir controlo dos seus ativos”, deixando expirar outras concessões atribuídas a empresas estrangeiras.

Os investimentos e planos de expansão de produção carbonífera na região significam que as exportações de carvão deverão ascender a 85 milhões de toneladas por ano até final da década, muito acima da capacidade prevista para a linha atualmente, levando o governo e as empresas a estudarem formas alternativas de transporte.

O terceiro artigo resume a dimensão dos projetos, ao estampar singelamente, no título, que "Moçambique será segundo maior exportador mundial de carvão".

O último artigo é um ótimo painel de todas essas questões.

Moatize – Tete / Porto da Beira, nova linha férrea passando pelo Chimoio, será construída por grupo chinês

"Segunda, 15 Agosto 2011 00:00 Redacção. Grupo chinês Kingho vai financiar construção de porto de linha-férrea em Moçambique . "A linha-férrea terá início em Moatize, província de Tete, passará por Chimoio, capital provincial de Manica, e terminará no porto da Beira, na província de Sofala". O grupo chinês Kingho vai financiar a construção de um porto na província da Sofala, bem como uma linha de caminho-de-ferro entre Moatize, na província de Tete, e o porto da Beira, revelou, quinta-feira, em Pequim, o presidente do grupo, Huo Qinghua. No final de uma audiência concedida pelo Presidente da República, Armando Guebuza, em visita de Estado de seis dias à China, Huo disse que a linha-férrea terá início em Moatize, província de Tete, passará por Chimoio, capital provincial de Manica, e terminará no porto da Beira, na província de Sofala. Guebuza, que na quinta-feira chegou à cidade de Shenzhen para assistir à abertura da XXVI edição da Universíada de Verão - a convite do seu homólogo, Hu Jintao -, foi igualmente informado que o grupo chinês entregou, em Abril passado, ao governo de Moçambique os estudos de pré-viabilidade para a construção dos referidos empreendimentos ferro-portuários." Fonte Jornal O PAÍS.

Publicada por Augusto Macedo Pinto em 00:38 | 15 de agosto de 2011

http://nandiiwe.blogspot.com/2011/08/moatize-teteporto-da-beira-nova-linha.html


Investimento na indústria do carvão de Moçambique gera “boom” económico em Tete

Londres, Reino Unido, 11 abril 2011 – O investimento na indústria do carvão na província de Tete, noroeste de Moçambique, está a desencadear outros investimentos na região, sobretudo de transportes e infraestruturas, levando a um “boom” económico, afirma a Economist Intelligence Unit.

“O investimento em transportes e outras infraestruturas em Tete é simultaneamente causa e efeito de um `boom´ económico na região, resultante de milhões de dólares de investimento na emergente indústria mineira carbonífera de Moçambique”, afirma a EIU em recente relatório sobre a economia moçambicana.

Entre as empresas que estão a investir no carvão na região, sobretudo na bacia de Moatize, está a brasileira Vale, mas também a australiana Riversdale e, mais recentemente, a Beacon Hill Resources.

O corredor de Tete é um importante ponto logístico para Moçambique e para a região, envolvendo o tráfego destinado ao Malawi, Zimbabwe e Zâmbia, e os investimentos em curso estão a reforçar o seu papel de plataforma.

“As ligações de transporte aéreo em Tete também estão a melhorar, e desde o ano passado a área tem serviço direto para a África do Sul”, sublinha a EIU.

Em Janeiro, a transportadora aérea sul-africana aumentou em um voo a frequência das suas ligações a Tete.

Paralelamente, o Ministério das Obras Públicas e Habitação anunciou a construção de uma nova ponte no rio Zambeze na cidade de Tete, que terá início ainda este ano.

Com um custo de 95 milhões de dólares, suportado pelo governo e doadores, a nova ponte estará concluída dentro de 4 anos, aliviando o tráfego da única ponte actualmente existente, ainda do tempo colonial.

Espera-se que seja usada principalmente por veículos de transporte pesados, que hoje atravessam a ponte existente ao ritmo de 800 por dia.

Ainda segundo a EIU, preparam-se também mexidas na linha ferroviária Beira-Tete, usada para escoar bens do “hinterland” regional até ao porto da Beira.

A Companhia de Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) notificou a concessionária indiana Ricon, da sua intenção de rescindir o contrato de concessão caso não sejam cumpridos os objetivos de desempenho.

Os trabalhos de engenharia para reabilitar a linha estarão atrasadas um ano em relação ao calendário previsto, e “as autoridades estão evidentemente a preparar terreno para rescindir o contrato tão rápido quanto possível”, refere a EIU.

Este não é o único contrato que deixa insatisfeita a CFM, que se mostra interessada em “reassumir controlo dos seus ativos”, deixando expirar outras concessões atribuídas a empresas estrangeiras.

Os investimentos e planos de expansão de produção carbonífera na região significam que as exportações de carvão deverão ascender a 85 milhões de toneladas por ano até final da década, muito acima da capacidade prevista para a linha atualmente, levando o governo e as empresas a estudarem formas alternativas de transporte.

O investimento na indústria mineral e em “mega-projectos” de infraestruturas estão por trás do forte crescimento económico moçambicano, que deverá atingir 7,4 por cento, em média, em 2011 e 2012, segundo cálculos da EIU.

“Espera-se que a produção industrial suba acentuadamente, impulsionada por forte afluxo de investimento estrangeiro no sector dos minerais, particularmente para desenvolver reservas carboníferas”, refere o relatório.

Também é esperado um contributo importante da agricultura, graças ao aumento da produção alimentar e de colheitas de rendimento, e ao plano nacional do governo para o sector.(macauhub)

Postado por MERCOSUL & CPLP às 16:00 | 11 DE ABRIL DE 2011

http://mercosulcplp.blogspot.com/2011/04/investimento-na-industria-do-carvao-de.html


Moçambique será segundo maior exportador mundial de carvão

Primeiro carvão vai ser exportado para a Índia

Cinco ano depois da exploração mineira na bacia carbonífera de Moatize ter começado a companhia Riversdale disse que vai iniciar em Setembro o processo de exportação do carvão das minas de Benga na província de Tete.

Na primeira fase serão exportados dois milhões de toneladas de carvão coke que terão como destino a Índia.

Neste primeiro ano serão extraídos cinco milhões de toneladas de carvão, uma quantidade que deverá atingir os 20 milhões de toneladas em 2013, altura Moçambique estará a caminho de se tornar no segundo maior fornecedor de carvão do mundo.

Um responsável da companhia Riversdale disse que isso poderá “levar alguns anos” mas a julgar pelo carvão existente e “com uma boa rede de infra-estruturas Moçambique irá seguir a Austrália, o maior exportador de carvão”.

Ouça a reportagem de William Mapote.

Por William Mapote | Maputo | 15 Fevereiro 2011

http://www.voanews.com/portuguese/news/02_14_2011_mozambiquecoal_voanews-116176059.html


Moçambique aposta no fomento da exportação de carvão

O carvão promete vir a ser uma das principais futuras fontes de rendimento do Moçambique. Como alcançar esse objetivo foi tema de um debate recente na capital, Maputo.

Há alguns anos que a região de Moatize, na província central de Tete, em Moçambique se tornou um pólo de atração de investidores estrangeiros apostados na exploração de carvão. Neste momento, existem cerca de quarenta empresas mineiras, destacando-se as gigantes brasileira, Vale (antigamente Vale do Rio Doce), e a australiana Riversdale. Em Maputo, o carvão de Moatize juntou 250 investidores que debateram as formas e os mecanismos de exploração de carvão naquela região de Moçambique.

Hoje, mais do que nunca, há quem acredite que Moçambique possui o potencial para ser um dos maiores, se não o maior exportador de carvão mineral africano. Essa perspetiva fomenta um debate público que inclui diversos círculos sociais, económicos e políticos de Moçambique.

Um possível papel determinante de Moçambique no mercado mundial

O presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDCM), Casimiro Francisco, considera que a expectativa do mercado internacional é muito grande: “O carvão moçambicano vai fazer muita diferença”, diz, e acrescenta: “Neste momento existe já algum problema com o fornecimento a nível mundial. Por volta do ano de 2015 presume-se que haverá um défice de quase 30 milhões de toneladas”. Casimiro Francisco diz que mesmo que Moçambique colmate uma parte do défice, digamos doze ou 15 milhões de toneladas, ainda assim haverá uma falta que pode levar a uma subida de preços. “O que significa que Moçambique pode ser um fator de regulação dos preços a nível internacional”, diz o Presidente da AMDCM.

Na conferência que terminou na quarta-feira, 6 de julho, em Maputo, as empresas estrangeiras manifestaram grande interesse em receber concessões mineiras em Moatize, realça Casimiro Francisco: “Também sob ponto de vista de empreiteiros, prestadores de serviços, consultoria, temos esses parceiros e outras partes interessadas que veem nisto uma grande oportunidade”.

A necessidade de investir nas infraestruturas

Por isso o Porto de Maputo está igualmente a preparar terreno no sentido de facilitar a exportação deste minério a nível da África Austral, diz Jorge Ferraz, presidente do Conselho executivo da MPDC, a empresa encarregada de desenvolver o porto. Ferraz, está convencido de que há que agarrar agora esta oportunidade: “As economias estão a melhorar e agora é altura, depois de as concessões terem sido prolongadas por mais 30 anos, de investirmos e desenvolvermos o porto tal como nós queremos”. Já a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) reitera que o problema relacionado com o escoamento de carvão mineral produzido em Moatize terá solução a partir de setembro próximo.

Por seu lado, a brasileira Vale tem planos para iniciar a exportação do seu carvão em setembro. Resta, no entanto, ainda saber como será escada a produção de Moatize até ao Porto da Beira, na província central de Sofala. Rosário Mualeia, presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique, diz: “Na linha do norte, na linha de Sena há muita vontade de trabalhar através de outros interessados que nos darão melhores condições de trabalho” e melhores condições de desenvolvimento.

Entretanto, a Linha de Sena apenas será uma solução de curto prazo para o problema da Vale. Prevê-se que mais tarde, não seja capaz de responder às necessidades nem da própria companhia brasileira, nem de outras empresas que também se encontram em Tete, e que estão, neste momento, ainda na fase de prospeção ou pesquisa de minerais. Rosário Mualeia promete: “Estamos apostados no sentido dos trabalhos não pararem e encontrarmos uma forma mais racional que não faça parar os trabalhos. Queremos um entendimento com o nosso parceiro”.

Autor: Romeu da Silva (Maputo)

Edição: Cristina Krippahl/António Rocha | 07.07.2011

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6566666,00.html

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