Fora dos trilhos

Foi a ferrovia que fez o Município crescer, trazendo indústrias, emprego e progresso a toda região, e criando o status de maior entroncamento rodoferroviário do Sul do Brasil

Nenhuma liderança empresarial ou política, nem mesmo o Movimento Campos Gerais de Igual para Igual ou o Conselho de Entidades, se posicionaram em relação à exclusão de Ponta Grossa do novo ramal ferroviário, que começa no Mato Grosso do Sul e segue até o porto Paranaguá. Um silêncio inexplicável. Foi a ferrovia que fez o Município crescer, trazendo indústrias, emprego e progresso a toda região, e criando o status de maior entroncamento rodoferroviário do Sul do Brasil. Qual cidade que não gostaria de ter esses atributos necessários para aguçar o interesse do investidor? Agora Ponta Grossa ficará com um traçado ferroviário obsoleto, construído no tempo do império. Na próxima segunda-feira o Conselho de Entidades vai realizar uma reunião com os deputados Sandro Alex (PPS), Luiz Carlos Setim (DEM) e Abelardo Lupion (DEM), com quem discutirá melhorias para as áreas de saúde, habitação e segurança. A exclusão de Ponta Grossa do novo traçado ferroviário não está na pauta. Isso significa o desinteresse das lideranças pelo assunto. Pode significar também que o conselho ainda não se despertou para o fato de que cidade com ótima infraestrutura rodoviária e ferroviária agrega melhores condições de alavancar o crescimento econômico. O projeto contempla a adequação e implantação da ligação ferroviária de Maracaju, no Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, com extensão de 1.116 km. A concorrência nº 006/2011 especifica o trecho Maracaju-Dourados-Cascavel, com 440 km, a adequação do trecho da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, com 248 km (linha já existente); e a adequação com mudança de traçado do trecho Guarapuava-Engenheiro Bley, na Lapa, com 242 km, além da adequação do trecho Engenheiro Bley-Paranaguá, com 186 km. Sustenta-se que este novo traçado eliminará um “gargalo” existente Ponta Grossa e Paranaguá. O edital com os termos da concorrência para a contratação da empresa que vai elaborar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental dos novos ramais da Ferroeste foi publicado ontem pela Valec, empresa do Governo Federal, no Diário Oficial da União. A Valecsustenta que a nova ferrovia trará redução significativa do consumo de combustível e da emissão de poluentes, além de ajudar na diminuição do número de acidentes rodoviários. Haverá redução dos custos de transportes, aumentando a competitividade de empreendimentos localizados ao longo do traçado das ferrovias, proporcionando a descentralização de investimentos, catalisando a geração de novos empreendimentos e a consequente geração de empregos permanentes, sem contar os temporários, durante a execução do empreendimento. Ponta Grossa, pela inércia de seus representantes, não receberá nenhum desses benefícios.

Publicado em 07 de Abril de 2011, às 07h44min | Autor: Da Redação (Editorial)

http://jmnews.com.br/noticias/editorial/37,7601,07,04,fora-dos-trilhos.shtml

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