Ferroeste e ALL retiram vagões acidentados de Nova Laranjeiras

Foto: Ferroeste
Operação removeu 240 toneladas de equipamentos da margem da rodovia
A Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) e a América Latina Logística (ALL) concluíram a retirada dos vagões avariados que se achavam próximos aos trilhos que passam pelo município de Nova Laranjeiras, na região central do Estado, informou nesta quarta-feira (4) o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro. “A operação envolveu a remoção de cerca de 240 toneladas de equipamentos do local”, informou.
Para a tarefa foram utilizados dois guindastes de 50 e de 70 toneladas de capacidade, respectivamente, um caminhão munck para 20 toneladas e uma escavadeira hidráulica. Ao todo, foram retirados doze vagões. Somente a Ferroeste teve que investir cerca de R$ 100 mil na operação realizada em conjunto com a ALL.
Os trabalhos contaram com a ajuda de um trem de serviço, com duas locomotivas, uma da ALL e outra da Ferroeste, vagões plataforma e vagão de alojamento para os funcionários em atividade no trecho, que fica no distrito de Erveira, a 18 quilômetros da sede de Nova Laranjeiras.
Os vagões, tracionados por uma locomotiva, estão rodando, a baixa velocidade, sobre as próprias rodas, para as oficinas da ALL, em Ponta Grossa, para recuperação. Um deles, pelas péssimas condições em que se encontra, está sendo levado pelo vagão plataforma.
Na operação, trabalharam 25 pessoas, envolvendo pessoal de via permanente, mecânicos, motoristas e maquinistas. “Foi um trabalho que exigiu perícia e agilidade dos técnicos para que tudo corresse dentro das normas de segurança mais estritas”, observou o presidente da estatal paranaense.
A Ferroeste já havia afastado as sucatas acidentadas de alguns pontos críticos da estrada onde causavam transtornos ao tráfego de veículos em março. Antes da remoção final, técnicos da empresa, em conjunto com o pessoal da Coordenação Mecânica da ALL, fizeram um levantamento da situação.
“A operação aconteceu dentro do prazo anunciado por nós no final de março”, disse o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro. Segundo ele, a liberação definitiva do trecho, graças à remoção dos vagões acidentados, permitirá a empresa recolocar a linha em seu traçado original. Depois do sinistro, a Ferroeste foi obrigada a alterar o traçado dos trilhos, fazendo com que os trens circulassem com velocidade máxima de dez quilômetros por hora.
A previsão dos técnicos da empresa é de que até o final de maio e início de junho, os trilhos sejam transferidos para o seu leito original. Quando isso acontecer, as composições da Ferroeste vão poder voltar a desenvolver a velocidade normal para aquele trecho, que é de aproximadamente 50 quilômetros horários.
Qua, 04 de Maio de 2011 17:30

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