Estudo identifica 42 eixos de integração para melhorar logística da Amazônia Legal
Ao avaliar os gargalos logísticos da Amazônia Legal, o estudo Norte Competitivo, apresentado nesta terça-feira (15), em Brasília, identificou 42 eixos de integração logística com potencial para melhorar a infraestrutura de transporte de carga na região. Para fazer o estudo, foi mapeada uma área quase do tamanho da Europa, levando em consideração portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias, dutovias e aspectos sócio-ambientais.
Dos 42 eixos logísticos, nove foram considerados prioritários. Quatro deles já existem e precisam ser melhorados: BR 364, rodovia Manaus-Belém-Brasilia, estrada de ferro Carajás, ferrovia Ferronorte até Lucas do Rio Verde (MT) e hidrovia do Madeira. Outros quatro são novos: hidrovia do Juruena/Tapajós, BR 163, hidrovia do Paraguai/Paraná e hidrovia do Tocantins/BR 242.
“Já que não há verba suficiente para a execução de todas as obras, essa escolha é essencial para que sejam concentrados esforços nos eixos mais eficientes, que geram redução no custo logístico, com previsão rápida de retorno dos investimentos”, explica Olivier Girard, sócio da Macrologística e responsável direto pelo estudo.
A previsão é de que o investimento de R$ 14,1 bilhões necessário para os nove eixos prioritários seriam reembolsados em quatro anos com a economia de R$ 3,8 bilhões anuais obtida. Em 2008, os gastos totais com logística na Amazônia Legal alcançaram R$ 17 bilhões e chegarão a R$ 33,5 bilhões com o volume de produção previsto para 2020.
Dentre os eixos citados, percebeu-se que o investimento nas hidrovias do Paraguai/Paraná e do Juruena/Tapajós, na extensão da Ferronorte e nas BR 364 e 163 são os que dão maior retorno. Por outro lado, 13 dos 42 eixos de integração não geram nenhuma economia no custo logístico total da Amazônia Legal, não ampliando a competitividade da região. Entre esses eixos estão a maior parte dos eixos de integração internacionais, a BR 230 e a ferrovia que leva à Ilhéus.
Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou a urgência de fazer esses investimentos. “A insuficiência e a precariedade da infraestrutura do nosso País têm gerado impactos importantes e negativos em toda a economia nacional, criando custos e incertezas e reduzindo a taxa de investimentos privados. O quadro da infraestrutura desarticula a produção e baixa competitividade, questão central para a indústria do país”.
Caroline Aguiar | Texto publicado em 16 de Março de 2011 - 04h46

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