Apontadas falhas no 'Metrô' de THE e só retornará em 15 dias
CREA fez um balanço sobre a situação e disse que Metrô só volta em 15 dias
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PI) fez um relatório sobre a situação do Metrô de Teresina, a partir da vistoria realizada nos dias 24 e 25 de maio. De acordo com o laudo divulgado nesta quarta-feira (08/06) os técnicos concluiram que o problema mais emergencial para que ele volte a funcionar é a troca dos dormentes.
A taxa de dormentação inservível chega a 34,12%, bem acima do nível aceitável pela ANT que é de 20%. Devem ser substituídos cerca de 12 mil dormentes: 4 mil que serão trocados em caráter emergencial, e 8 mil que ainda serão licitados.
Segundo o presidente do CREA, José Borges de Sousa falta rigidez na fixação dos dormentes que devido ao peso dos vagões vai se desgastando. Além disso, o presidente apontou alguns outros problemas como a construção de casas próximas ao espaço de domínio, lixo e falta de sinalização.
"Muitos problemas precisam ser resolvidos, há falta de barreiras físicas. No bairro Renascença por exemplo há uma bifurcação entre a linha férrea e a rua que prejudica a visibilidade e pode até mesmo ocasionar um acidente", falou José Borges. O engenheiro civil, José Rebelo Fortes, sai em defesa do transporte ferroviário. "Eu afirmo que a linha ferroviária é a mais segura", falou.
Após descarrilar quatro vezes, o trem foi interditado e permanecerá nessa condição até que troquem pelo menos os 4 mil dormentes emergenciais, o que deve demorar ainda cerca de 15 a 20 dias. A informação que se tem é a de que o Governo do Estado não tem o dinheiro suficiente para pagar o fornecedor dos dormentes, que é uma junta dos trilhos do Metrô de Teresina. O presidente da Companhia Metropolitana Marcos Silva garante que o problema já vem sendo solucionado.
Edição: Allisson Paixao | Repórter: Thalyta Arrais | 08/06/2011 às 11:04h

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