Alguma coisa mudará com a demissão do Presidente do Metrô

Em boa hora o Sr.José Gustavo de Souza Costa, presidente da Cia.do Metrô do RJ pediu demissão semana passada e segundo informações, foi trabalhar como diretor em uma mineradora. Pela má gestão imposta ao metrô do Rio durante sua administração desde 2005, espera-se que a empresa para a qual se transferiu não vá para o mesmo buraco de onde o metrô de nossa cidade está difícil de sair. A "ponta da agulha" que culminou com a solicitação de demissão foi a multa imposta ao metrô pela AGETRANSP (empresa fiscalizadora) no valor de 374 mil reais pelo não cumprimento do prazo na entrega dos trens adquiridos na China. Estes que deveriam chegar em 2010 para operarem a partir deste ano só terão suas primeiras unidades entregues a partir do final do ano para após muitos testes, estarem em uso próximo a meados de 2012. Caso esse atraso não ocorresse um dos maiores problemas do metrô do Rio seria em muito amenizado. A atual superlotação dos trens um grande problema acarreta consigo uma série de outros infortúnios.
Há pouco tempo passado, enaltecemos aqui a melhoria nos sistemas de trilhos da cidade (metroviário e ferroviário) com a entrega dessas novas composições, pois, as unidades da Supervia também chinesas, deveriam fechar no mesmo "pacote". Na Supervia, onde nada se fala ou se sabe, a coisa ficou pior já que a essa altura não há informações sobre o destino dos novos trens.
Há aproximadamente um mês e meio cremos que as autoridades constituídas de nossa cidade tiveram ciência da situação e notícia. Assim se deixaram fotografar na China, na misteriosa fábrica do vagões que segundo as informações, os funcionários trabalham dia e noite em composições para vários lugares do planeta. A direção da empresa não gosta de fotos ou publicidade em sua área interna, mas teriam aberto uma pequena exceção para a montagem da propaganda positiva do metrô do Rio. Dentre as fotos preparadas como divulgação da "fabricação dos vagões para o metrô do Rio" as mesmas não correspondem as características da maquete em tamanho natural (vagão protótipo do carro de extremidade) visitada por autoridades das esferas estadual, municipal e engenheiros do metrô. Conforme demonstrado nas fotos percebe-se que a informação de que o vagão fabricado é do metrô do Rio está equivocada. Na primeira foto o vagão possui apenas uma porta de entrada/saída na extremidade e mesmo os novos do metrô carioca possuem três portas de entrada/saída em ambos os lados mantendo assim a característica das composições em uso. Em outra foto onde também é exibido o que seria também o fabrico de vagões em série, percebe-se que os vagões possuem pintura e forma diferente dos atualmente em uso e mesmo do apresentado visitado pelas autoridades, que possui forma abaulada e não quadrada.
Os engenheiros do metrô anotaram no protótipo visitado algumas modificações que deverão ser implementadas antes da circulação das unidades no Rio. Embora não saibamos quais seriam esses itens uma delas foi antecipadamente percebida que são as alças vistas na foto, para uso de quem viaja em pé e que hoje são inúteis em alguns ônibus em circulação no Rio. Quando a composição se movimenta ou freia essas alças comprometem o equilíbrio do passageiro em pé que as utiliza. Cremos que estas deverão ser substituídas por barras fixas de menor altura ou por outras que a Cia.do Metrô carioca institui nos carros reformados dando uma melhor mobilidade e mais conforto ao usuários, cuja maioria viaja mesmo é de pé nas horas de pico.
Texto: Ronaldo Andrade Inácio | Publicado em 05.06.2011
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